O surdo que voltou a escutar e a morte que voltou a viver

Hoje dia 24/11/2017, tomando o meu cafezinho pela manhã, o costumeiro, assistindo o jornal Bom Dia Brasil, como de costume também, me deparei com duas reportagens magníficas e complementares.

A primeira trata-se da história de uma mãe com morte cerebral que após constatada a morte gerou por dois meses e fez nascer uma criança com ajuda da medicina.

De acordo com o site G1 da Globo a criança “com sete meses, pesando pouco mais de três quilos e medindo 50 centímetros, Yago, filho de Renata Souza Sodré, 22 anos, que teve morte cerebral na 18ª semana de gestação e foi mantida viva por mais 10 semanas, deixou a Santa Casa de Campo Grande nesta terça-feira (21)”.

Na reportagem familiares e médicos falavam da vitória alcançada e em nenhum momento foi visto esboço de lágrimas de tristeza. Imagino a dor dessa família de ter perdido Renata tão jovens mas, a alegria de conseguir salvar Yago era evidente e com certeza Renata estava viva ali.

Renata sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e foi mantida nos aparelhos até o nascimento do filho que nasceu prematuro e passou pela UTI.

A segunda reportagem foi o caso do educador físico Eduardo Favaro de 35 anos que perdeu a audição por causa de uma meningite quando tinha 1 ano de idade e voltou a escutar. Foi realizado um transplante coclear no ouvido direito sob a responsabilidade do médico Dr. Fayez Bahmad, único profissional que se prontificou a atender o desafio.

A cirurgia foi bem sucedida e o que mais emocionou, ao meu ver, foi uma senhora mãe de Eduardo chamar o filho de forma tão carinhosa ao dizer “é a mamãe” e ele identificou assim como, o choro de alegria das filhas e o carinho da esposa. Foi lindo!

Como não relacionar o teor emocional dessas reportagens! Ali estava muita esperança e muito amor. Nos faz acreditar em uma medicina muitas vezes limitada por quesitos burocráticos ou financeiros. Quantos profissionais maravilhosos estam trabalhando sem estrutura e que as tivessem poderiam sim salvar várias vidas.

E o mais importante nos dois casos havia muita ESPERANÇA de que podemos sim, com persistência, mudar nossas realidades seja com a espera de gerar uma criança, seja com a espera de voltar a escutar ou seja com um desejo de superar nossos obstáculo e fazer diferente com nossas vidas.

Fonte: www.youtube.com